síndrome de fã

O orkut inaugurou a febre de redes sociais no Brasil, e inaugurou também uma babaquicezinha de fã. Pouco depois tinha gente se gabando que tinha não sei quantos “amigos” e não sei quantos fãs.

Depois vieram o twitter e o facebook, nos quais as pessoas “seguem” suas postagens, ações, enfim, ficam sabendo de tudo da sua vida. Até aí tudo bem. A questão é que se criou um novo tipo de relação social: a do fã ou seguidor, que acompanha o que o outro tem (ou não) a dizer, mesmo não sendo essa pessoa uma celebridade, uma referência em algum assunto. Enfim, são pessoas normais seguindo outras pessoas normais, no melhor estilo Big Brother, por simpatia.

Normal, né!? Mas tem gente que tenta transportar essa relação para sua vida off line, e aí surge o que eu chamo de síndrome de fã. A pessoa tem amigos, conhecidos, como todo mundo, mas está tão acostumada a ser seguida que esquece que aquelas pessoas da vida real não são seguidoras, e sim frequentadores de espaços comuns, gente que quer uma amizade de verdade, relações de trabalho…

Essa falta de distinção faz com que ela perca a capacidade de comunicação bilateral, na qual dois falam e dois escutam. Ela começa a vomitar monólogos como se estivesse postando para seus seguidores.Aí ela vai se tornando cada vez menos tolerante a opinião do outro, já que os conflitos on line não são levados a sério e os off line são muito reduzidos, pois as relações de convívio e amizade são transformadas em seguido-seguidor.

Mas pior ainda me parece ser aqueles que conseguem levar sua situação de fã ou seguidor para a vida off line, e se acomodam em ouvir. Esses relacionamentos são até duradouros, mas são tão superficiais quanto monótonos, afinal, eles se baseiam em um discurso unilateral, muitas vezes vazio, onde não há troca de idéias, discussão e, portanto, crescimento.

Para um não seguidor, conversar com essas pessoas é dificílimo! Elas são sensíveis a qualquer comentário, já que na maior parte do tempo tem outras dezenas inflando seu ego, e não conseguem desenvolver uma amizade, já que entre amigos as discussões são uma importante parte do crescimento da relação e do entendimento um do outro. As pessoas com a síndrome de fã estão fadadas a uma variação enorme de sua rede de relações, pois mesmo o seguidor mais dedicado vai se cansar diante da ausência de conteúdo. Ela terá que fazer um esforço cada vez maior e se expor cada vez mais para ganhar novos seguidores, e sua vida lentamente vai migrar para o ambiente on line, pois ela vai desaprender cada vez mais como socializar off line.

Os desdobramentos disso veremos em poucos anos.

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Dia do publicitário

Vi uma pesquisa de algum país esperto da Europa ano passado que publicitários eram a 2ª profissão menos confiável, perdendo apenas para políticos (e ganhando de advogados).

Mas o que a gente vê hoje são novas faculdades lotadas de milhares de alunos e sei lá, 2000 turmas formando por ano em publicidade. Essas pessoas são ingênuas ou mal intencionadas?

Parabéns pra nós, que entendemos melhor que qualquer profissional o tanto que o mercado é cretino, mas ainda sim tentamos achar uma solução.

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Pique

Quando eu penso na minha infância, lembro que brincava no “play” do meu prédio com meus vizinhos. Lembro de andar de bicicleta na garagem, de patins na quadra, de jogar paredão, vôlei e peteca, pular corda, de correr, correr, correr, no pique esconde, no pique altura, naquele que o pegador “gruda” em quem já foi pego (esse era massa!). Só não lembro de ficar cansada. Lembro de ir dormir um sono pesado e feliz, e acordar pronta pra outra no dia seguinte, mas cansaço, aquele que te desanima e te faz querer ficar quieta, não lembro.

Hoje eu não passo a tarde correndo. Pelo contrário: fico sentadinha. Não brinco de pique nada e não ando de bicicleta. Mas no fim do dia, tudo que consigo pensar é no cansaço que não passa, que dorme e acorda comigo, que me faz querer dormir num sábado de sol, e que some por algumas horinhas no fim de semana, mas me lembra o tempo todo que volta no domingo (mais ou menos junto com o Faustão).

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Da falta de onde gastar

O prédio onde moro é muito bem cuidado. De fato, ele parece ser novo, quando tem fácil mais de 20 anos de construído. Mas esse cuidado todo tem um custo, visível no condomínio extremamente caro para um edifício de cerca de 60 apartamentos.

Recentemente todos os halls e as garagens foram repintados. Normal… Semana passada, 2 meses depois dessa mini reforma, volta o cheiro de tinta. que diabos?? Agora eram as portas da escada e dos elevadores, em todos os andares. Na hora eu pensei: por que não pintou isso junto com o hall? Que povo burro! Depois reparei bem e fiquei ainda mais espantada: as portas a serem pintadas foram todas marcadas com tinta bege (elas são vermelhas) para não serem confundidas com as portas já pintadas. Agora lhes pergunto: se é preciso marcar as não pintadas para diferenciá-las das pintadas, o estado delas não deve estar tão ruim. Não mesmo. Um ou outro arranhão visível só com a luz batendo num ângulo específico. E lá se vão mais uns 2 ou 3 mil nos custos faraônicos do meu condomínio…

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O que é logomarca?

Eis um exemplo:

logomarca

A palavra logomarca não existe, é uma redundância. Logo diz respeito ao símbolo e marca ao conjunto. Então uma logomarca seria um conjunto dos símbolos da marca formando a próprio marca. Sacou?

Na dúvida use marca ou logotipo. Ou só logo, se estiver tratando do símbolo. ;)

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2010

Vendo as retrospectivas, 2010 foi um péssimo ano pro mundo. Isso ou está totalmente comprovado que mídia gosta mesmo é de catástrofe! Mas vimos algumas coisas boas também.

Em 2010 ressurgiu uma espécie de patriotismo e auto confiança do brasileiro. Nosso povo sempre teve uma pequena síndrome de inferioridade. Talvez por isso, enquanto os franceses e italianos tratam turistas como mal necessário, a gente aqui fica fazendo mil cerimônias para agradar gringos. Não é só uma questão de hospitalidade, mas de admiração mesmo. Acho que as marteladas insistentes do nosso ex presidente e da mídia sobre o avanço social e econômico do Brasil acabaram surtindo efeito. Tamo podendo, basicamente. Isso faz um bem danado para a auto estima do povo. E faz outro bem danado para a situação, que fica confortável no poder, com a popularidade nas alturas, e cria uma espécie de campo de força, que nenhuma crise consegue perfurar.

Percebi também uma consciência geral quanto a questão ambiental. As crianças que foram educadas desde o maternal para ter uma relação mais sustentável com o mundo estão crescendo, e logo vão cobras das outras bilhões de crianças do planeta, que não foram educadas dessa forma, uma postura e a reparação de seus erros.

Politicamente fico desconfiada. Perece que a cada ano os governos subestimam mais o poder de julgamento da população, que por sua vez se torna cada vez mais egoísta. Se me permitem dar uma de mãe Diná, prevejo muita instabilidade por aí, começando pelos nossos vizinhos sulamericanos cobrando promessas não cumpridas de seus “reizinhos” mentirosos e populistas.

Mas é interessante. Ao mesmo tempo que percebemos uma maior noção de algumas coisas, vemos também o “emburrecimento” de algumas pessoas para outros assuntos. Seja uma letargia feliz pela conquista do crédito e do consumo ou a idéia de xenofobia nacional, como em São Paulo com os nordestinos. Coisa que não dá pra entender mesmo.

Mais aqui no meu quintal, 2010 foi um ano estranho, cheio de otimismo, mas com um mercado extremamente cauteloso, pessimista e retrógado. As empresas parecem ainda estar com medo de investir. A não ser as de varejo, que não tem do que reclamar.

Para mim, 2010 foi um bom ano. Afirmação profissional, crescimento pessoal e meu 1º ano de casada. Me diverti bastante, trabalhei um pouco mais do que eu queria, e me mantive mais próxima das pessoas que me importam. Foi acima de tudo um ano para planejar os próximos.

De 2011 não espero muita coisa. Só uma repetição de impostos, calendário, feriados, aniversários e assuntos no jornal hj. O que vier de diferente e melhor já é lucro.

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De volta às ruas

Como muita gente sabe, eu não dirijo. Tenho carteira desde os 19 anos, e desde então não dirigi mais. Por vários motivos: não tinha carro, meu pai não emprestava e tinha medo de pegar dos outros. Além do mais eu nunca PRECISEEEEI muito dirigir não. Sempre fui de ônibus ou carona pra todo canto, e nunca me impedi de fazer nada por isso.

Mas então, carro paradão na garagem, gastei uma grana com taxi esse mês e me deparei com algumas situações que me fizeram querer pegar o carro e ir. Aí resolvi voltar, com algumas aulas, porque não sou doida.

Fiz a segunda aula hoje. Passeei na Rua do Ouro, Região Hospitalar, Serra, Mangabeiras… Tudo tranquilo, tirando uma subida ou outra no meio fio. Acho que mais umas 5 aulinhas já me arrisco sem os freios do instrutor, no carro do Lucas mesmo. Mas de forma geral tô feliz! A coisa é menos hostil do que eu esperava. Isso ou eu dei muita sorte!

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